De acordo com a Norma da DGS de 06/12/2024, o rastreio do cancro da mama está recomendado em mulheres assintomáticas (sem sinais ou sintomas sugestivos de cancro da mama) e com idades compreendidas entre os 45 e os 74 anos, cujo risco de cancro da mama corresponda à média da população em geral.
Estas recomendações não se aplicam a mulheres com história pessoal ou familiar de cancro da mama, com mutações genéticas que aumentam o risco de cancro da mama (BRCA1 e BRCA2) ou com sinais ou sintomas sugestivos de cancro da mama.
A tomossíntese mamária tem claras vantagens sobre a mamografia digital convencional (2D) porque faz a reconstrução tridimensional (3D) da mama com cortes feitos a intervalos de 1 mm e sob diferentes ângulos, possibilitando a identificação de lesões muito pequenas, que podem escapar à mamografia digital convencional. Devido à maior especificidade, reduz o número de falsos-positivos.
Estas mulheres não têm indicação para rastreio oportunístico, seja porque são sintomáticas ou porque têm factores de risco para a mutação do BRCA. Nestes casos, devem ser consultadas pelos médicos assistentes para avaliação e realização de exames diagnósticos.
A história familiar deve ser pesquisada em todas as mulheres em idade jovem e actualizada no tempo, por forma a identificar precocemente as que estão em risco de cancro hereditário da mama e do ovário.
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