Cerca de 10% dos novos diagnósticos de cancro da mama são feitos em mulheres com menos de 45 anos que estão fora do grupo elegível para rastreio organizado do cancro da mama (Norma da DGS).
Por esta razão, os cuidados de saúde primários têm um papel particularmente relevante no rastreio dos factores de risco para cancro hereditário em mulheres não ilegíveis para o rastreio organizado.
A história familiar deve ser pesquisada em todas as mulheres em idade jovem e actualizada no tempo, por forma a identificar precocemente as que estão em risco de cancro hereditário da mama e do ovário.
Os factores genéticos são alterações ou mutações de genes que aumentam a probabilidade do portador vir a ter determinadas doenças. As mutações herdadas do BRCA1 e BRCA2 podem aumentar significativamente o risco individual de cancro da mama.
Estas mutações genéticas podem ser herdadas pela via materna ou paterna e afectar homens e mulheres. É por isso que deve ser considerada de alto risco para mutação do BRCA qualquer pessoa em cuja história familiar haja um homem com cancro da mama, em qualquer idade.
A história familiar deve ser actualizada periodicamente, ao longo do tempo, pesquisando os factores de risco que podem colocar a mulher em elevado risco de contrair cancro da mama em idade jovem.

Há dados particulares da história familiar indicativos de risco aumentado de mutações do BRCA.
As mulheres identificadas em risco elevado de poderem ser portadoras de mutação do BRCA1 ou BRCA2 devem ser enviadas a consultas de aconselhamento genético.
Gostou deste artigo?
Partilhe