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Quebrar o circulo vicioso da doença venosa crónica

Quebrar o circulo vicioso da doença venosa crónica

Autor:admin

A doença venosa crónica está associada a maior risco de doença cardiovascular e aumento da mortalidade

A doença venosa crónica (DVC) ganhou recentemente grande visibilidade mediática após o anúncio, a 17 de julho de 2025, de que o Presidente dos EUA, Donald J. Trump, foi diagnosticado com insuficiência venosa crónica.

Anteriormente, já a American Heart Association havia chamado a atenção para a relevância clínica desta patologia e para a sua associação a fatores de risco cardiovasculares, doença cardiovascular estabelecida e aumento da mortalidade.

A DVC é uma doença inflamatória

Embora as alterações iniciais da DVC – estase venosa e hipertensão venosa – sejam de natureza hemodinâmica, elas desencadeiam uma resposta inflamatória crónica que é responsável pela lesão da parede das veias, que se tornam varicosas, e das válvulas, que se tornam incompetentes.

Este processo inflamatório envolve a libertação de mediadores pró-inflamatórios, com destaque para a MMP-9 (Metaloproteinase-9) – uma enzima presente nos macrófagos e neutrófilos que degrada componentes da matriz extracelular da parede venosa, como o colagéneo e a elastina.

O colagénio confere firmeza e resistência à parede venosa, enquanto a elastina fornece elasticidade e flexibilidade. Assim se compreende que a consequência da degradação destas proteínas pela MMP-9 seja a perda da capacidade contráctil e progressiva dilatação das veias afectadas que se tornam varicosas.

Úlceras venosas

A inflamação não se circunscreve às veias de grande calibre porque também envolve os capilares e vénulas da microcirculação. O aumento da permeabilidade vascular permite a passagem de água e o extravasamento de proteínas para o espaço extravascular, causando as características alterações cutâneas associadas à doença venosa crónica avançada:

  • Hiperpigmentação;
  • Dermite de estase;
  • Lipodermatoesclerose;
  • Úlceras venosas.

O círculo vicioso da DVC

Há um círculo vicioso na progressão da DVC que importa quebrar.

A estase venosa e a hipertensão são responsáveis pela reacção inflamatória local que vem a causar lesões estruturais nas válvulas e na parede das veias. Por sua vez, a dilatação das veias, que se tornam varicosas, associada à incompetência valvular agravam a estase e hipertensão venosas que, num círculo vicioso, tendem a perpetuar a resposta inflamatória. A doença auto-alimenta-se.

O resultado é a persistência da inflamação e a progressão inevitável da doença.

Sulodexida inibe a libertação da MMP-9

A sulodexida actua directamente no mecanismo central da doença venosa porque inibe, de forma dose-dependente, a libertação de MMP-9 pelos leucócitos ativados.

Ao diminuir os níveis plasmáticos da MMP-9, a sulodexida reduz a inflamação – o principal driver da doença – e quebra o círculo vicioso da doença venosa crónica.

Em todas as fases da DVC

A sulodexida, devido às suas propriedades antitrombóticas, profibrinolíticas e anti-inflamatórias, interfere, em todas as fases da evolução da DVC, nos vários mecanismo fisiopatológicos responsáveis pela iniciação e progressão da doença e das suas complicações.

A sulodexida é particularmente eficaz no alívio dos sintomas da doença venosa crónica, tais como a dor, edema e sensação de peso nas pernas, e provou ter elevada eficácia na promoção da cicatrização das úlceras venosas dos membros inferiores.

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