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Rastreio da Saúde Renal

Rastreio da Saúde Renal

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Importância do rastreio

Na União Europeia, 1 em cada 3 adultos está em risco de Doença Renal Crónica (DRC), sendo que Portugal está incluído no grupo de países em que a prevalência de DRC é mais elevada (9.8%).

Dado a DRC ser habitualmente assintomática nas fases iniciais, o rastreio é uma ferramenta essencial para a deteção precoce da doença e início atempado do tratamento para retardar ou prevenir a progressão para insuficiência renal.

Quem deve ser rastreado

Os indivíduos com um ou mais dos seguintes factores de risco têm indicação para rastreio.

Calendarização do rastreio

Nos indivíduos em risco, o rastreio deve ser feito anualmente, com as seguintes particularidades:

  • Na diabetes tipo 2, após o diagnóstico;
  • Na diabetes tipo 1, cinco anos após o diagnóstico, a partir da puberdade.

Como rastrear e diagnosticar DRC

O diagnóstico de DRC faz-se na presença de qualquer uma dos seguintes condições:

  • TFG < 60 mL/min/1,73 m² que persiste por mais de 3 meses.
  • RAC ≥ 30 mg/g que persiste por > 3 meses (30 – 300 mg/g – microalbuminúria; > 300 mg – macroalbuminúria).

Valor prognóstico da TFG e RAC

A RAC > 30 e/ou a diminuição da TFG < 60 não definem apenas a existência de doença renal crónica. Também são poderosos marcadores de risco elevado de eventos cardiovasculares e renais. Quando combinados, o valor predizente destes biomarcadores é superior ao dos factores de risco tradicionais.

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