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Rastreio do cancro da Mama

Rastreio do cancro da Mama

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Norma da DGS

De acordo com a Norma da DGS de 06/12/2024, o rastreio do cancro da mama está recomendado em mulheres assintomáticas (sem sinais ou sintomas sugestivos de cancro da mama) e com idades compreendidas entre os 45 e os 74 anos, cujo risco de cancro da mama corresponda à média da população em geral.

A periodicidade recomendada para o rastreio é a seguinte

  • Dos 45 aos 49 anos – a cada 2 a 3 anos
  • Dos 50 aos 69 anos – a cada 2 anos
  • Dos 70 aos 74 anos – a cada 3 anos

Estas recomendações não se aplicam a mulheres com história pessoal ou familiar de cancro da mama, com mutações genéticas que aumentam o risco de cancro da mama (BRCA1 e BRCA2) ou com sinais ou sintomas sugestivos de cancro da mama.

A tomossíntese mamária é o teste de rastreio primário

A tomossíntese mamária tem claras vantagens sobre a mamografia digital convencional (2D) porque faz a reconstrução tridimensional (3D) da mama com cortes feitos a intervalos de 1 mm e sob diferentes ângulos, possibilitando a identificação de lesões muito pequenas, que podem escapar à mamografia digital convencional. Devido à maior especificidade, reduz o número de falsos-positivos.

Mulheres com <45 anos sintomáticas ou com histórico de risco familiar

Estas mulheres não têm indicação para rastreio oportunístico, seja porque são sintomáticas ou porque têm factores de risco para a mutação do BRCA. Nestes casos, devem ser consultadas pelos médicos assistentes para avaliação e realização de exames diagnósticos.

Considerar de alto risco para mutação do BRCA qualquer pessoa com história familiar de

  • Cancro da mama em mulher diagnosticado antes dos 50 anos.
  • Cancro da mama em homem de qualquer idade.
  • Cancro da mama em vários parentes do mesmo lado familiar, particularmente se são familiares do primeiro grau (mãe, irmã, filha).
  • Cancro em ambas as mamas ao longo do tempo ou ao mesmo tempo.
  • Cancro da mama e ovário na mesma mulher.
  • Cancro do ovário em mulheres da mesma família, particularmente se em familiares do primeiro grau.
  • História familiar significativa, no mesmo lado familiar, de cancro do ovário, melanoma, cancro do pâncreas e cancro da próstata em homens jovens (estas neoplasias podem ser sinal da presença de mutação do gene da BRCA2 na família).

História familiar

A história familiar deve ser pesquisada em todas as mulheres em idade jovem e actualizada no tempo, por forma a identificar precocemente as que estão em risco de cancro hereditário da mama e do ovário.

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